JingOS é uma distribuição Linux chinesa inspirada no iPad

Se tem uma coisa que o ecossistema do Linux promove bem é a criatividade. O JingOS é prova disso. De origem chinesa e baseada no Ubuntu, essa distribuição Linux difere das demais por oferecer interface e funcionalidades inspiradas no iPadOS. O objetivo é permitir que o usuário de Linux tenha uma experiência otimizada em telas sensíveis a toques.

JingOS (imagem: Facebook/JingOS)

JingOS (imagem: Facebook/JingOS)

A ideia é inusitada, mas, olhando em profundidade, faz sentido para notebooks “2 em 1” ou que possuem tela sensível a toques. Apesar dos esforços, o Windows nunca foi bem otimizado para esse tipo de experiência. Distribuições Linux muito menos.

Como todo mundo sabe, o iPadOS tem o iOS como base, mas é incrementado com a premissa de otimizar a interface do sistema operacional para telas grandes, de modo a evitar que o iPad pareça ser apenas um iPhone com tela esticada. O JingOS segue mais ou menos essa proposta.

Por padrão, a novidade distribui uniformemente os ícones de aplicativos pela interface e permite a ativação de widgets. Também há uma barra de notificações que pode ser expandida com um toque. Na parte, inferior, uma barra dá acesso aos apps mais usados.

JingOS (animação: divulgação/JingOS)

JingOS (animação: divulgação/JingOS)

Navegador de internet, galeria de fotos, reprodutor de vídeo, agenda e outros recursos básicos fazem parte da distribuição. Todas essas ferramentas são apresentadas de modo a permitir que o usuário as ative com toques na tela.

Apesar disso, o JingOS não funciona apenas em equipamentos touchscreen. A distribuição também suporta mouse e teclado. Há um modo de desktop para quem preferir uma interface com estilo tradicional.

Desenvolver uma distribuição Linux com essa proposta é uma tarefa mais desafiadora do que aparenta ser, afinal, mais do que um visual bonitinho, é necessário garantir que a interface rode bem aplicativos que foram desenvolvidos para desktops.

JingOS: lançamento

Não vai demorar para sabermos como esse aspecto será tratado. O JingOS terá a primeira versão preview, mas usável, liberada em 31 de janeiro. O problema é que, no que diz respeito a equipamentos touchscreen, a distribuição funcionará inicialmente apenas nos laptops Huawei MateBook 14 e Microsoft Surface 6.

Para as fases seguintes, os desenvolvedores pretendem tornar o JingOS compatível com tablets baseados em chips ARM. Uma versão para smartphones deverá ser apresentada até o fim do ano.

Tem mais: até março, uma campanha de crowdfunding será criada para financiar o desenvolvimento do JingPad, um tablet que vem de fábrica com o JingOS.

Interessados podem se cadastrar no site do JingOS para receber novidades sobre a distribuição.

Com informações: OMG! Ubuntu!