Jack Ma, fundador da Alibaba, some após fazer críticas à China

Uma onda de má sorte parece ter atingido Jack Ma nos últimos meses: após ter o IPO de US$ 37 bilhões da Ant Group suspenso pelos órgãos reguladores chineses, foi a vez da Alibaba ser envolvida em um processo antitruste na China, o que resultou na queda de suas ações. Agora, ao que parece, o fundador de ambos os grupos teria “desaparecido” sem muitas explicações.

Jack Ma (Imagem: Philippe Lopez/AFP)

Jack Ma (Imagem: Philippe Lopez/AFP)

O empresário era um dos jurados do show de talentos Africa’s Business Heroes, mas foi substituído em novembro. De acordo com um representante, o motivo seria um conflito de agenda que impossibilitaria a gravação do programa, sem maiores detalhes.

Após esse episódio, o bilionário também foi excluído de um vídeo promocional do programa de talentos e sua foto foi retirada do site. Nenhuma aparição pública foi registrada desde então – o último tweet de Ma foi publicado em outubro de 2020.

Jack Ma fez críticas aos órgãos reguladores chineses

Toda essa “onda de azar” começou a crescer após críticas feitas por Jack Ma aos reguladores e bancos estatais da China durante uma conferência em Xangai. O discurso de Ma ia contra os “métodos do passado” utilizados para regulamentar novos negócios no país. Como era de se imaginar, a fala não foi bem vista pelas autoridades no país.

Jack Ma é um dos homens mais ricos da China e está envolvido em trabalhos para a ONU, além de prestação de caridade para países ao redor do mundo. Durante a pandemia, ele também fez a doação de milhões de máscaras de proteção contra a COVID-19, além de ter fechado parceria com Joe Tsai para levar 2.000 ventiladores para Nova York.

Apesar da ausência de Ma, a Ant Group e a Alibaba estão cooperando e seguindo as recomendações do governo chinês. Na última semana, a fintech agradeceu publicamente a “ajuda” dos reguladores após orientações sobre as adequações esperadas para a empresa. Já a gigante do comércio eletrônico afirmou estar cooperando ativamente com as investigações antitruste.

Com informações: Financial Times