iPhone 12 vs Galaxy Note 20; qual é o melhor?

Em busca de um smartphone premium? O iPhone 12 e o Galaxy Note 20 são opções da Apple e da Samsung para quem quer alto desempenho e recursos de ponta, como suporte a redes 5G. Mas qual deles é o mais indicado para o seu dia a dia? Antes de decidir, veja o comparativo de ficha técnica e preço que montamos a seguir.

iPhone 12 vs Galaxy Note 20 (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Preço do iPhone 12 e do Galaxy Note 20 no Brasil

O preço dos celulares deste comparativo não são nada amigáveis. O iPhone 12 convencional desembarcou no país por R$ 7.999 em sua versão mais simples, com 64 GB. Há ainda versões por R$ 8.499 (128 GB) e por R$ 9.499 (256 GB).

Do outro lado do ringue, temos o Note 20, lançado em setembro por R$ 6.499. O smartphone da Samsung já sofreu redução de preço no mercado nacional. No site oficial da fabricante sul-coreana ele já tem preço sugerido de R$ 5.999.

*Preços coletados em 17/12/2020

**Em ambos os casos, é possível encontrar ofertas melhores no varejo eletrônico.

Galaxy Note 20 tem cortes em tela e design

Neste quesito, falamos de um display OLED Super Retina XDR de 6,5 polegadas (iPhone 12) contra um Super AMOLED Plus de 6,7 polegadas (Galaxy Note 20). Os dois são flat, têm taxa de atualização de 60 Hz (tradicional) e entregam uma boa experiência para assistir aos seus filmes e séries favoritos em qualquer lugar.

iPhone 12 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

iPhone 12 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Mas o iPhone 12 vence tecnicamente com uma densidade de pixels maior – o que resulta em maior detalhamento de imagem. O telefone conta ainda com Dolby Vision para maior fidelidade de cores e contraste, enquanto o Note 20 traz HDR10+.

Partindo para o design, a Apple ainda adota o notch retangular que acaba ocupando mais espaço na tela do que a solução minimalista da Samsung (apenas um pequeno furo para a câmera frontal).

O iPhone 12 retoma as bordas metálicas achatadas de modelos antigos, como o iPhone 5, tem traseira em vidro e estrutura de alumínio. Já o Galaxy Note 20 sofre cortes em relação ao Note 20 Ultra e traz traseira em plástico – algo não esperado para smartphones nessa faixa de preço.

Galaxy Note 20

Galaxy Note 20 (Imagem: Divulgação/Samsung)

Os dois modelos são resistentes à água (IP68). A Samsung garante submersão de até 1,5 metro por até 30 minutos. Já a Apple afirma que o iPhone 12 é resistente a uma profundidade de até 6 metros pelo mesmo período de tempo.

DimensõesPesoCoresiPhone 12146,7 x 71,5 x 7,4 mm164 gPreto, branco, vermelho, verde e azulGalaxy Note 20161,6 x 75,2 x 8,3 mm192 gBronze, verde e cinza

A14 Bionic é campeão em desempenho

Mais um ponto para o iPhone 12: seu processador, A14 Bionic, é um chip fabricado em 5 nanômetros e entrega maior eficiência energética e maior velocidade do que o Exynos 990 (7 nm) do Galaxy Note 20.

Segundo a Apple, o A14 Bionic é 50% mais rápido do que os concorrentes. Todo esse ganho com o processador se reflete na melhoria de recursos para foto e vídeo – tópico que vamos abordar em algumas linhas.

Apple A14 Bionic

iPhone 12 Mini vem com chip A14 Bionic. (Imagem: Reprodução/Apple)

Antes, porém, vale ressaltar que o Galaxy Note 20 tem bom desempenho geral e é uma opção válida para quem quer executar aplicativos exigentes no ecossistema Android. O processador dele no Brasil é o Exynos 990, que em testes de benchmark se mostrou inferior ao Snapdragon 865+ utilizado nos EUA, especialmente ao rodar apps de edição de fotos e vídeos.

5G garantido, ainda que demore…

A chegada tardia do 5G é uma realidade para os brasileiros. Ainda assim, ambos os modelos deste comparativo já estão preparados para operar em faixas sub-6 e para o 5G DSS, que já é utilizado por algumas operadoras no país.

Considerando que a Apple costuma fornecer atualizações de iOS para seus celulares por, no mínimo, 5 anos, é possível que você ainda consiga aproveitar a quinta geração de redes móveis no futuro utilizando o iPhone 12. Com o tempo menor de atualização do sistema Android oferecido pela Samsung, o cenário pode não ser tão favorável com o Note 20.

Câmeras

O Galaxy Note 20 tem um conjunto de câmeras mais modesto em relação ao seu “irmão maior”, o Note 20 Ultra. Aqui, o sensor principal tem 12 MP e é acompanhado por uma lente ultrawide (12 MP) e uma telefoto (64 MP) para zoom híbrido de 3x. Para selfies, há um sensor de 10 MP (f/2,2).

O smartphone da Samsung é capaz de filmar em 8K a 24 quadros por segundo e conta com o modo profissional que permite controlar parâmetros de imagem e definir diferentes opções de captura de áudio (você pode utilizar os microfones frontais ou traseiros, ou ainda um fone de ouvido Bluetooth).

O iPhone 12 tem câmera dupla traseira (o conjunto triplo ficou apenas com os modelos mais caros, Pro e Pro Max). A lente extra é ultrawide, uma boa pedida para não cortar nenhuma parte do assunto da foto. Ficam de fora a teleobjetiva e o scanner LiDAR das versões mais avançadas. A gravação de vídeos pode ser até 4K @ 60 fps.

No geral, a Apple faz bonito no pós-processamento, como citei acima, na seção sobre o A14 Bionic. Nos testes do Tecnoblog, o iPhone 12 se saiu bem até mesmo em situações complexas, entregando fotografias com ótima definição e cores vivas. Uma novidade é o Modo Noite na câmera frontal, para boas selfies mesmo em baixa luminosidade.

Foto tirada com a câmera principal do iPhone 12 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Foto tirada com a câmera principal do iPhone 12 (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Bateria e carregadores

Com bateria de 4.300 mAh, o Note 20 promete autonomia para um dia inteiro. Algo que antes era comum, aqui é um trunfo: o smartphone ainda vem com carregador na caixa, diferentemente do celular da Apple.

O iPhone 12 tem bateria de 2.815 mAh, e em nossos testes práticos ela se saiu bem e deve aguentar tranquilamente a uma jornada de trabalho para a maioria dos usuários, mas a capacidade sofreu um retrocesso em relação à geração anterior.

A Apple resgatou o MagSafe e implementou na linha iPhone 12 para, entre outras possibilidades, permitir o carregamento por indução mais rápido (15 W). O carregamento com fios chega a 20 W.

Carregador MagSafe no iPhone 12 (Imagem: Divulgação/Apple)

Carregador MagSafe no iPhone 12 (Imagem: Divulgação/Apple)

A Samsung também oferece carregamento rápido com e sem fios (25 W e 15 W, respectivamente). Há também o compartilhamento de bateria que permite tornar o smartphone em uma espécie de power bank para alimentar acessórios, com fones de ouvido, ou mesmo outro telefone.

S Pen e leitor de digitais são trunfos da Samsung

Por fim, vamos aos trunfos da sul-coreana: a caneta S Pen, característica marcante da linha Galaxy Note, é uma aliada para produtividade, permitindo manipular planilhas, fazer ilustrações e anotações, e até disparar fotos à distância, como um controle remoto Bluetooth.

Outro recurso a favor do Note 20 é o leitor de digitais ultrassônico sob a tela, para desbloqueio rápido e seguro – no iPhone 12 não há sensor de digitais, a biometria utilizada para autenticação é o Face ID, mas ele não funciona com máscaras (e, bem… Atualmente, não podemos sair sem elas).

Galaxy Note 20

Galaxy Note 20 e S Pen (Imagem: Divulgação/Samsung)

Conclusão: iPhone 12 vs Galaxy Note 20, qual é o melhor?

O iPhone 12 é o vencedor em basicamente todos os quesitos, entregando construção completamente premium, câmeras excelentes e o melhor desempenho geral. No entanto, o fator preço pode ser determinante aqui.

Se você busca um smartphone avançado para durar bastante tempo e o orçamento não é exatamente um problema, o modelo da Apple tende a oferecer as melhores condições.

O Note 20 é a opção para quem não abre mão do ecossistema Android e para amantes da canetinha da Samsung, ainda assim, há ressalvas. A própria fabricante oferece modelos mais interessantes, como o Note 20 Ultra, que tem câmeras melhores, design premium e a tela de 120 Hz com bordas mais curvas (veja o review completo dele aqui). A linha Galaxy S também deve ser considerada, caso você não ligue tanto para a S Pen.

No geral, o Note 20 é um smartphone muito bom, mas seus cortes em ficha técnica não reduzem tanto o preço, o que acaba deixando o telefone em uma espécie de limpo, pendendo para um custo-benefício aquém do esperado.