DirecTV Go lança IPTV no Brasil com 95 canais e HBO grátis

O DirecTV Go chegou ao mercado brasileiro sem nenhum alarde. O serviço, mantido pela AT&T – que é dona da Sky Brasil – passa a ser comercializado na noite desta segunda-feira (30). A plataforma de IPTV tem até 95 canais da TV fechada e traz oferta de lançamento com HBO grátis durante cinco anos. Confira os preços, planos e lista de canais.

DirecTV Go chega ao Brasil (Imagem: Reprodução/DirecTV Go)

Ao contrário do Claro Box TV, o DirecTV Go não exige uma TV Box própria. De acordo com a empresa, é possível assistir os canais de IPTV via web, dispositivos Android ou iOS, além de smart TVs da Samsung, Android TV, Apple TV, Roku e Amazon Fire TV/Stick. No momento da publicação já foi possível encontrar o aplicativo na App Store da Apple, mas não na Google Play Store.

Aplicativo do DirecTV Go no iOS (Imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)

Aplicativo do DirecTV Go no iOS (Imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)

Para uma boa experiência, o DirecTV Go recomenda uma conexão de pelo menos 4 Mb/s. É possível assistir a plataforma simultaneamente em dois dispositivos com a mesma conta – outra vantagem frente ao Claro Box TV, que não permite ponto adicional .

O pagamento da mensalidade pode ser feito através de cartões de crédito Visa, Mastercard, Elo, Hipercard e American Express.

DirecTV Go custa R$ 59,90 por mês

O pacote básico do DirecTV Go conta com 72 canais e tem mensalidade de R$ 59,90. Uma surpresa é que o serviço de IPTV inclui emissoras abertas, como Globo, SBT, Record e RedeTV!, que não estão presentes no Claro Box TV. É possível contratar canais à la carte; com destaque para HBO gratuito durante cinco anos.

Guia de programação do DirecTV Go

Guia de programação do DirecTV Go (Imagem: Reprodução/DirecTV)

Além da programação ao vivo, o DirecTV Go também tem conteúdo para streaming sob demanda, como se fosse uma Netflix. Veja a lista completa de canais:

DirecTV Go – Plano Básico (R$ 59,90)

  • AMC
  • AXN
  • Animal Planet
  • Band
  • Band News
  • Band Sports
  • Bis
  • Boomerang
  • Canal Brasil
  • Canal Off
  • Cartoon Network
  • Cinemax
  • CNN Brasil
  • Comedy Central
  • Discovery Channel
  • Discovery Home&Health
  • Discovery ID
  • Discovery Kids
  • Discovery Science
  • Discovery Theater
  • Discovery Turbo
  • Discovery World
  • Disney Channel
  • Disney Júnior
  • Disney XD
  • E!
  • ESPN
  • ESPN+
  • Food Network
  • Fox
  • Fox Life
  • Fox Sports (1 e 2)
  • Fx
  • GloboNews
  • Globo (canal aberto)
  • Gloob
  • Gloobinho
  • GNT
  • HGTV
  • History Channel (1 e 2)
  • Lifetime
  • Mais Globosat
  • Megapix
  • Multishow
  • MTV
  • National Geographic
  • NatGeo Kids
  • NatGeo Wild
  • Nickelodeon
  • Nick Jr.
  • TNT
  • TNT Séries
  • Warner Channel
  • Paramount Network
  • Record (canal aberto)
  • RedeTV! (canal aberto)
  • SBT
  • Sony Channel
  • Space
  • SporTV (1, 2 e 3)
  • Studio Universal
  • SyFy
  • TLC
  • TruTV
  • Universal
  • Viva

Canais à la carte

Canal Preço mensal Combate (1 canal) R$ 79,90 ESPN Extra (1 canal) R$ 7,90 Conmenbol TV (3 canais) R$ 39,90 Fox Premium (2 canais) R$ 24,90 HBO (4 canais) R$ 34,90 5 anos grátis Premiere (7 canais) R$ 79,90 Telecine (5 canais) R$ 37,90

Streaming paga menos impostos que TV paga

Após a definição da Anatel de que plataformas online com transmissão de canais ao vivo não se enquadram nas regras da TV paga (SeAC), houve segurança jurídica para lançamento de planos de IPTV, como é o caso do DirecTV Go e o Claro Box TV.

Para a AT&T, faz sentido investir nesse modelo de negócio: a Sky é a segunda maior operadora de TV por assinatura, mas utiliza tecnologia via satélite; com a proliferação da banda larga no Brasil (especialmente graças aos pequenos provedores), é viável lançar um serviço de TV paga pela internet.

Tem também toda a vantagem tributária: a TV por assinatura é onerada pelo ICMS, que é um imposto estadual; por outro lado, serviços online não pagam esse tributo. Além disso, a empresa não fica obrigada a seguir as regras da Anatel, como cota de conteúdo produzido no Brasil ou metas de qualidade.

Para impedir a queda na arrecadação, um projeto na Câmara dos Deputados quer barrar essa definição da Anatel, alegando que a migração total da TV paga para a internet pode gerar perda de R$ 3,77 bilhões em impostos.