Bitcoin tem queda de 16% após atingir recorde de US$ 34 mil

O Bitcoin (BTC), a principal criptomoeda do mercado digital, teve grande recuo nesta segunda-feira (04): a moeda digital havia batido o valor recorde de US$ 34.800 no dia de ontem para hoje sofrer uma queda que chegou aos 16%. Esse é a primeira grande desvalorização em seu preço após meses batendo recordes em seu valor em dólares. Desde o início do ano passado, a moeda registrou um aumento acumulado de 400%.

Bank Bitcoin / Pexels

Bitcoin (Imagem: Reprodução/Pexels)

O ativo digital caiu para o preço de US$ 29.000 por volta das 5h40 (horário de Brasília), mas ao decorrer do dia a criptomoeda reduziu as perdas e retomou seu patamar acima dos US$ 30.000. No momento do fechamento desta publicação, o Bitcoin valia cerca de US$ 31.300, indicando que mesmo após a recuperação, a queda ainda foi superior a 8% em relação ao recorde do dia anterior.

Por que o Bitcoin caiu?

Especialistas ouvidos pela Reuters afirmaram que essa volatilidade é natural. Joseph Edwards, da corretora de criptomoedas Enigma Securities, conta à agência de notícias que o Bitcoin “ainda é um ativo inevitavelmente volátil por sua natureza” e que tais movimentações constantes de preços são resultado de uma “euforia de curto prazo”.

Outro especialista, Moh Siong Sim, analista do Banco de Cingapura, afirma também à Reuters que a queda em parte reflete o “medo de um dólar mais fraco”.

Nos últimos meses o preço do Bitcoin foi alavancado pela alta de outras criptomoedas como a Ethereum, que nas últimas 24 horas atingiu seu maior valor desde janeiro de 2018, de US$ 1.151.

O porquê de tamanha e repentina retração também é explicado pelo analista da empresa de consultoria em criptografia Quantum Economics, Jason Deane, à CNBC: “A explicação mais provável para uma retração é a obtenção de lucro de curto prazo por parte dos corretores, em vez de investidores de longo prazo”. Deane completa seu raciocínio, afirmando que “dado o sentimento atual e o apetite pelo Bitcoin”, qualquer queda do tipo terá “vida curta”.

Com informações: Reuters, CNBC, Coindesk