Bitcoin bate recorde de preço após Tesla anunciar compra bilionária

A Tesla anunciou nesta segunda-feira (08) a compra de US$ 1,5 bilhão em bitcoin (BTC). A empresa de Elon Musk fez com que a criptomoeda disparasse e atingisse um novo recorde de preço, superando os US$ 44 mil. Além disso, a desenvolvedora de carros elétricos também deverá aceitar pagamentos na moeda digital em breve.

Tesla investe US$ 1,5 bilhões em bitcoin (Imagem: Chris Yarzab/Flickr)

Tesla investe US$ 1,5 bilhões em bitcoin (Imagem: Chris Yarzab/Flickr)

Em um novo documento declarado hoje ao Securities and Exchange Commission (SEC) dos Estados Unidos, a Tesla afirmou que em janeiro de 2021, a empresa atualizou sua política de investimentos. O objetivo é fornecer mais flexibilidade enquanto diversifica e maximiza os retornos para manter sua liquidez operacional adequada.

“Investimos um total de US$ 1,5 bilhão em bitcoin sob esta política e podemos adquirir e manter ativos digitais esporadicamente ou a longo prazo. Além disso, esperamos começar a aceitar o bitcoin como forma de pagamento por nossos produtos em um futuro próximo, sujeito às leis aplicáveis ​​e inicialmente em uma base limitada, que podemos ou não liquidar no recebimento”, afirmou a Tesla.

Após investimento, bitcoin bate recorde de preço

Bitcoin ultrapassa os US$ 44 mil e bate novo recorde (Imagem: Reprodução/CoinDesk)

Bitcoin ultrapassa os US$ 44 mil e bate novo recorde (Imagem: Reprodução/CoinDesk)

No início do dia de hoje, o bitcoin já operava em altos patamares, valendo US$ 39 mil. Poucas horas depois, após a divulgação do investimento bilionário da Tesla, a criptomoeda disparou para um novo máximo histórico de US$ 44.800, de acordo com índice CoinDesk.

O recorde anterior de preço do bitcoin foi de aproximadamente US$ 42 mil, registrado no dia 7 de janeiro. No momento, o ativo digital é alvo de muita especulação e divide opiniões públicas.

O estrategista-chefe de investimentos do Bank of America, Michael Hartnett, afirmou em relatório que o bitcoin poderia ser a “pior de todas as bolhas”. Enquanto isso, a moeda digital chama cada vez mais a atenção de investidores institucionais e do varejo. Grandes empresas, como a Tesla, agora investem no criptoativo enquanto o mercado opera com liquidez cada vez menor diante da altíssima demanda.

Elon Musk confirmou apoio ao bitcoin

Bio de Elon Musk no Twitter (Imagem: Reprodução)

Bio de Elon Musk no Twitter (Imagem: Reprodução)

O anúncio de um investimento bilionário na criptomoeda por parte da empresa de Elon Musk veio duas semanas após o magnata confirmar publicamente seu apoio ao bitcoin. Em uma conversa na popular plataforma de áudio Clubhouse no dia 29 de janeiro, o dono da Tesla foi questionado sobre seus vagos posicionamentos diante da moeda digital.

“Penso que o bitcoin é uma coisa boa e sou um defensor”, respondeu Musk, que ainda reconheceu que deve tomar cuidado com seus posicionamentos sobre moedas digitais: “Tenho que observar o que digo aqui, porque algumas dessas coisas podem realmente mover o mercado”.

A pergunta ocorreu porque Musk havia trocado sua bio no Twitter para #bitcoin, sem mais explicações. Até então, seu posicionamento sobre criptomoedas era muito vago, mas cada pequena frase solta do magnata foi capaz de gerar especulação e influenciar no preço de múltiplos ativos digitais.

Dogecoin volta a ser assunto no Twitter de Musk

O maior exemplo disso nem é o próprio bitcoin, mas sim a dogecoin (DOGE), criptomoeda criada em 2013 com base em um meme que Elon Musk adotou como sua favorita. Desde dezembro de 2020, o bilionário tem publicado alguns tuítes sobre a moeda digital que causaram extrema valorização do ativo.

Contudo, o empresário já deixou claro que vê o DOGE apenas como meme. “Ocasionalmente, faço brincadeiras sobre dogecoin, mas na verdade elas pretendem ser apenas piadas”, afirmou. Sua mais recente declaração foi um cômico vídeo “instrutivo” publicado no Twitter sobre a criptomoeda:

Ð is for Ðogecoin! Instructional video.https://t.co/UEEocOfcTb

— Elon Musk (@elonmusk) February 8, 2021

Com informações: The Guardian